A capsulite adesiva, popularmente conhecida como “ombro congelado”, é uma condição dolorosa e incapacitante caracterizada pela inflamação e pelo espessamento da cápsula articular do ombro. Esse tecido, que envolve a articulação, torna-se rígido e retraído, limitando drasticamente a capacidade de movimentar o braço tanto de forma voluntária quanto com a ajuda de terceiros.
Embora a causa exata nem sempre seja clara, a condição está frequentemente associada a períodos de imobilização prolongada do braço após um trauma ou cirurgia. Além disso, a capsulite adesiva é significativamente mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos e em pacientes portadores de doenças sistêmicas, como diabetes mellitus e distúrbios da tireoide.
A evolução da doença costuma passar por três fases bem definidas. A primeira é a fase dolorosa, onde a dor no ombro aumenta gradativamente. Em seguida, entra a fase de “congelamento”, na qual a dor pode diminuir levemente, mas a rigidez atinge o pico, impedindo tarefas simples como pentear o cabelo ou vestir um casaco. Por fim, ocorre a fase de “descongelamento”, com a recuperação lenta do movimento.